Abstract: A partir do pormenor de um projeto não realizado de Paulo Mendes da Rocha — uma ilha em forma de teatro em meio à baía da capital uruguaia, Montevidéu —, o historiador da arquitetura italiano Daniele Pisani desenvolve uma análise sobre o cerne do pensamento do arquiteto capixaba: a construção do território, a transformação da natureza pela ação humana. Como numa investigação detetivesca, Pisani extrai de amplo material documental do cotidiano de Mendes da Rocha — apontamentos em margens de livros, anotações esparsas e croquis banais — pistas valiosas para mergulharmos nas entranhas do imaginário e da obra do arquiteto. No traçado desta genealogia da imaginação de Paulo Mendes da Rocha, emerge a cidade de Veneza, com suas representações, seus debates e intervenções ao longo de séculos, de Alvise Cornaro a Aldo Rossi e Manfredo Tafuri.
No Comments.